Nelson d’Aires

Em residência
Nelson d'Aires na paisagem da serra de Montemuro. Fotografia de Nuno Couto Soares

Nelson d’Aires

Nelson d’Aires, é o primeiro fotógrafo em residência no Luz Levada. A residência deste autor é definida por uma série de objectivos, de contorno excepcional, entre a criação e coordenação do Luz Levada e a criação fotográfica de um projecto pessoal realizado no território de Cinfães.

Primeiro objectivo: Nome e logotipo

Luz Levada é o nome que Nelson d’Aires sugeriu a Nuno Couto Soares no final de uma visita a Cinfães e à serra de Montemuro no dia 17 de Novembro de 2017, inspirado pela montanha acidentada de relevo vigoroso e vales profundos que “desaguam” no rio Douro e pela luz poente que observou a partir da barragem do Carrapatelo.
o Logotipo, também criado pelo autor, é a imagem símbolo do comprimento das ondas da luz visível que Nelson d’Aires ligou às encostas recortadas da montanha até à corrente da água do rio Douro.

Segundo objectivo: website

Este website é a materialização do segundo objectivo. A autoria, implementação e desenvolvimento do website é de Nelson d’Aires. Os custos inerentes à sua implementação e funcionamento são suportados pelo anfitrião do Luz Levada, Nuno Couto Soares.

Terceiro objectivo: realização de eventos

Luz Levada, pretende ser um lugar para falar fotografia em Cinfães. Através da criação de eventos em várias categorias: Seminários, Workshops, Passeios etc, pretendemos construir uma audiência alargada para discussão e realização de fotografia realizada num território demarcado. O primeiro evento, foi um passeio fotográfico à serra de Montemuro, onde um grupo de amigos foram convidados a percorrer o terreno e as pessoas que Nelson d’Aires encontra para as suas fotografias.

Quarto objectivo: realização de trabalho fotográfico pessoal

Esta não é a residência clássica em que o autor muda-se para o território para residir e trabalhar num curto período de tempo. Financeiramente suportada por Nelson d’Aires, o autor fará as suas deslocações ao território, conforme os eventos que criará para divulgar o projecto Luz Levada e consolidar a sua implementação. O autor estima que será necessário o espaço-tempo de dois anos até finalizar o trabalho a que se propõem: o grande elemento morfológico da paisagem que é a Serra de Montemuro.


Biografia

Nelson d‘Aires, Vila do Conde, Portugal, 1975.
Formado na área da construção civil, abandona a actividade em 2005. Em 2006 estabelece-se como fotógrafo independente dedicando-se à fotografia documental, cumprindo assim o desejo de se dedicar a tempo inteiro à pesquisa e ao desenvolvimento da Fotografia que começou a aprender no ano de 2002 como autodidacta. No ano de 2006 vence o prémio Novo Talento Fotografia FNAC com a série “Contra-Fogo” (2005) e é também convidado a integrar o colectivo Kameraphoto, onde se manteve até ao final do colectivo (2014) a desenvolver trabalhos colectivos (exposições e livros) onde se destacam: “Um Diário da República” (2010/2012), “A State of Affairs”(2009) e “Kameraphoto no MNAA” (2014) o último trabalho do colectivo desenvolvido na “MNAA – Olhares Contemporâneos, Residência da Fundação EDP no Museu Nacional de Arte Antiga” com curadoria de Jean-François Chougnet e coordenação de Nelson d’Aires.

O seu trabalho ao longo dos últimos anos tem vindo a ser premiado nos principais concursos de fotojornalismo português e em 2011 foi premiado com o Prémio Internacional de Fotojornalismo Estação Imagem/Mora, com a reportagem “Leandro”. Em 2012, foi premiado com a Estação Imagem Mora , com a proposta “Álbum de família”.
Nelson d’Aires expõe de forma regular e a sua última exposição individual “Diz-me para ficar” aconteceu na Malaposta em 2014. Está representado em colecções de fotografia tais como BESart e Fundação EDP. Nas exposições colectivas Nelson d’aires está actualmente presente em duas exposições, “O Tempo e o Modo, para Um Retrato da Pobreza Em Portugal” com curadoria de Emília Tavares e Paulo Mendes e “Estranho Lugar” no Centro Cultural de Ílhavo.
Erosão é o seu primeiro livro individual, desenvolvido para o “Um Diário da República em 2012/2013” com a participação das designers Ana Simões e Raquel Rei.
No presente momento encontra-se a desenvolver projetos relacionados com territórios demarcados, tais como o projecto “Viagens na Minha Terra”, com Augusto Brázio, que invoca o título maior de Garret e os valores criativos do seu romance, para produzir, a partir de viagens feitas nos muitos concelhos de Portugal, documentos fotográficos, através de uma mistura de estilos e de géneros, pelo cruzamento de uma linguagem ora clássica ou contemporânea; ora erudita ou popular; ora jornalística ou conceptual. Elementos estes que caracterizam os vários planos da obra literária de Garrett, razão pela qual, chamou-lhe “Viagens” e não “Viagem”.

Mais informação aqui: https://www.nelsondaires.pt/


Residências Artísticas

As Residências Artísticas são espaços de experimentação e que se convertem em lugares de criação, de trocas e conhecimento, nos quais os fotógrafos, com as suas pesquisas e trabalhos, expõem a complexidade e a diversidade da identidade colectiva de um território demarcado. O Luz Levada pretende estabelecer parcerias com a sociedade civil de Cinfães e também com as suas instituições públicas, para que haja ligação entre os autores e a comunidade local.